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COMEMORANDO 8 DE OUTUBRO: DIA DA PSICOLOGIA LATINO-AMERICANA
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| A história não se pode mudar, mas se pode recuperá-la e repará-la, o que supõe uma identidade que nos aproxima de um horizonte de libertação. |
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A chave para o nosso conhecimento está na recuperação do que é nosso. Esta recuperação significa dignidade, sentir-se pertencendo ao nosso povo. É ter uma tradição, cultura e, acima de tudo, é resgatar todos os costumes, formas de organização e trabalho, valores e normas que serviram ontem e servem hoje para a libertação.
Faz 43 anos que morreu umas das mais significativas referências da identidade latino-americana, Ernesto Guevara, em 08 de outubro. Em 2006, na Assembléia da União Latino-Americana de Entidades de Psicologia (ULAPSI) se decidiu tomar esta data como referência para identidade e unidade dos psicólogos na América Latina.
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Na conjuntura atual de nossos países há muito problemas e dificuldades e acreditamos que nós, os latino-americanos, temos propostas para enfrentar estes desafios a partir de projetos próprios, incluindo a recuperação e a reconstrução das referências axiológicas das culturas nativas, tais como: os valores comunitários, o respeito pela Mãe Terra, as relações solidárias e comunitárias, contrapondo-se aos valores individualistas da sociedade moderna. Nós, psicólogas e psicólogos latino-americanos, deveremos nos afastar de todas as referências da pós-modernidade, de esquemas psicológicos que se inserem no pensamento niilista e cético.
Nós, psicólogas e psicólogos latino-americanos, desejamos participar com nossos conhecimentos e práticas e para isso nos comprometemos com a produção de uma psicologia latino-americana. Uma Psicologia que olhe para a América Latina, que perceba seus problemas e responda às suas urgências e necessidades. 8 de outubro é uma data simbólica para celebrar nossos esforços e nossas vitórias nessa direção. É uma data para renovar nossa disposição de luta e trabalho por uma América Latina mais justa e respeitosa da realidade de sua gente, a partir do fortalecimento de uma Psicologia com todos e para todos.
CONSELHO EXECUTIVO DA UNIÃO LATINO-AMERICANA DE ENTIDADES DE PSICOLOGIA
08 DE OUTUBRO DE 2010
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8 de octubre
DÍA DE LA PSICOLOGÍA
LATINOAMERICANA
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"Ningún pueblo de América Latina es débil, porque forma parte de una familia de doscientos millones de hermanos que padecen las mismas miserias, albergan los mismos sentimientos, tienen el mismo enemigo, sueñan todas un mismo mejor destino y cuentan con la solidaridad de todos los hombres y mujeres honrados del mundo."
(Ernesto Guevara - Che)
La Unión Latinoamericana de Entidades de Psicología -ULAPSI- celebra, cada 8 de octubre, el DÍA DE LA PSICOLOGÍA LATINOAMERICANA.
Es una fecha de gran significación: la desaparición física de Ernesto “Che” Guevara, un hombre que soñó y luchó por América Latina.
Somos millares los psicólogos y psicólogas que trabajamos diariamente para construir una nueva psicología en nuestra América Latina: una Psicología vinculada a las necesidades y anhelos de nuestros pueblos; una Psicología que contribuya al desarrollo de una sociedad más democrática y con mayor justicia social, que favorezca la construcción de condiciones de vida dignas, y a un mundo mejor.
Nuestra América Latina tiene una larga historia de desigualdad social, de pobreza. Durante muchos años nos ha sido arrebatada la posibilidad de construir nuestro propio destino, con nuestras propias manos. ¡La Psicología que ULAPSI promueve esta decidida a luchar por una nueva América Latina! Queremos una Psicología volcada hacia la vida real de nuestros pueblos. Queremos que nuestros conocimientos y nuestras prácticas estén al servicio de nuestra gente. ¡Queremos una Psicología latinoamericana para América Latina y que desde su especificidad dialogue con la producción de la Psicología en todo el mundo!
Pensamos en una Psicología nutrida de la riqueza de nuestra realidad; unida en las diferencias, porque la diversidad es parte de nuestra historia, de nuestras culturas; comprometida con nuestras necesidades. Es necesario inventar en cada lugar de producción de conocimiento y de prácticas profesionales la Psicología que precisa América Latina. Y para eso tenemos que estar dispuestos a cambiar: a reinventarnos siempre, como ciudadanos y como psicólogos.
“O problema não é inventar. É ser inventado hora após hora e nunca ficar pronta a nossa edição convincente.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Este 8 de octubre, en que recordamos al Che y asumimos su ejemplo libertador, invitamos a todos los psicólogos y psicólogas latinoamericanos a unir esfuerzos para pensar y realizar juntos ese proyecto de la Psicología, heredero de los más preclaros sueños de América Latina. Que cada uno, desde su lugar de trabajo, esté al servicio de este proyecto.
“Somos lo que hacemos, pero somos, principalmente,
lo que hacemos para cambiar lo que somos.”
(Eduardo Galeano)
Consejo Ejecutivo
ULAPSI – Unión Latinoamericana de Entidades de Psicología.
América Latina, octubre de 2009.
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8 de outubro
DIA DA PSICOLOGIA
LATINO-AMERICANA
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"Ningún pueblo de América Latina es débil, porque forma parte de una familia de doscientos millones de hermanos que padecen las mismas miserias, albergan los mismos sentimientos, tienen el mismo enemigo, sueñan todas un mismo mejor destino y cuentan con la solidaridad de todos los hombres y mujeres honrados del mundo."
(Ernesto Guevara - Che)
A União Latino-americana de Entidades de Psicologia –ULAPSI – comemora a cada dia 08 de outubro, o DIA DA PSICOLOGIA LATINO-AMERICANA.
A data é de grande significação: o desaparecimento físico de Ernesto “Che” Guevara, um homem que sonhou e lutou pela América Latina.
Somos milhares de psicólogos y psicólogas que trabalhamos diariamente para construir uma nova psicologia em nossa América Latina: uma Psicologia vinculada às necessidades e sonhos de nosso povo; uma Psicologia que contribua para o desenvolvimento de uma sociedade mais democrática e com maior justiça social, que favoreça a construção de condições dignas de vida, e por um mundo melhor.
Nossa América Latina tem uma longa história de desigualdade social, de pobreza. Durante muitos anos nos arrebataram a possibilidade de construir nosso próprio destino, com nossas próprias mãos. A Psicologia que a ULAPSI promove está decidida a lutar por uma nova América Latina! Queremos uma Psicologia voltada para a vida real de nosso povo. Queremos que nossos conhecimentos e nossas práticas estejam a serviço de nossa gente. Queremos uma Psicologia latino-americana para América Latina, e que deste lugar dialogue com a produção da Psicologia em todo o mundo!
Pensamos em uma Psicologia nutrida da riqueza de nossa realidade; unida na diferença, porque a diversidade é parte de nossa história, de nossas culturas; comprometida com nossas necessidades. É necessário inventar em cada lugar de produção de conhecimento e de práticas profissionais a Psicologia que precisa a América Latina. E para isto teremos que estar dispostos a mudar: a nos reinventarmos sempre, como cidadãos e como psicólogos.
“O problema não é inventar. É ser inventado hora após hora e nunca ficar pronta a nossa edição convincente.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Este 08 de outubro, em que recordamos a “Che” e assumimos seu exemplo libertador, convidamos a todos os psicólogos e psicólogas latino-americanos a reunirem esforços para pensar e realizar juntos este projeto da Psicologia, herdeiro dos mais dignos sonhos da América Latina. Que cada um, em seu lugar de trabalho, possa estar a serviço deste projeto.
“Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”
(Eduardo Galeano)
Conselho Executivo
ULAPSI – União Latino-americana de Entidades de Psicologia
América Latina, outubro de 2009.
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08.10.2006
8 de outubro-Dia da Psicologia Latino-americana
A Assembléia Extraordinária da ULAPSI celebrada em São Paulo, Brasil, em setembro do presente ano, acordou reconhecer e promover no dia 08 de outubro como "Dia da Psicologia Latino-americana".
Esta decisão é uma paradigmática onomástica de uma vocação simbolizada na imensa figura de Ernesto Guevara, El Che, e que quer grifar os iniludíveis vínculos e compromissos da psicologia com o homem latino-americano e seu entorno.
O Dia da Psicologia Latino-americana é uma excelente ocasião para refletir sobre as circunstâncias e as responsabilidades do trabalho dos psicólogos e psicólogas nos países latino-americanos. Reflexionar sobre a "psicologia latino-americana", ou seja, suas características culturais, seus variados gostos, valores, costumes e projetos, sem menoscabo da identidade, e a confluência de necessidades e desejos. Realidades e sonhos. Um continente que se estende em sua geografia continental desde o Rio Bravo até a Patagônia.
“Nenhum povo da América Latina é fraco, porque faz parte de uma família de duzentos milhões de irmãos que sofrem as mesmas misérias, guardam os mesmos sentimentos, tem o mesmo inimigo, sonham todas com um mesmo destino melhor e contam com a solidariedade de todos os homens e mulheres honestos do mundo” (Che).
É o pensamento do Che o que vem nestes momentos a reforçar a constituição por direito histórico e cultural deste continente, da ULAPSI que definiu seus objetivos táticos e propicia vínculos de colaboração entre psicólogos e psicólogas da América Latina difundem os avanços teóricos, profissionais e de investigação da psicologia latino-americana, organiza cenários para desenvolvimento e a participação profissional conjunta.
“O homem realmente chega a seu estado de completa humanidade quando produz sem ser forçado por necessidade física a vender a si próprio como mercadoria”, expressou o Che. Nós psicólogos latino-americanos queremos neste Dia da Psicologia Latino-americana, nos somar a essa noção de homem dono de seu destino, de sua história, de sua terra e de seu trabalho que construiu Guevara. Falamos de um homem comprometido com seu entorno e com seus semelhantes, e este é o espírito que nos une na ULAPSI, é de um psicólogo e psicóloga “comprometidos em assumir a responsabilidade profissional e científica para a sociedade na qual trabalhamos e vivemos. Este compromisso deve ser coerente com o exercício de nossas potencialidades analíticas, criativas, educativas, criticas e transformadoras” (Protocolo sobre Princípios Éticos para o Exercício Profissional dos Psicólogos no MERCOSUL, novembro de 1997).
Por isto é que convocamos a que esta Jornada seja de unidade e que testemunhe a decisão de fazer uma Psicologia com a América latina, para os latino-americanos.
“Esta epopéia que temos na nossa frente será escrita pelas massas famintas de índios, de camponeses sem terra, de operários explorados; Iran escrevê-la as massas progressistas, os intelectuais honestos e brilhantes que tanto exuberam em nossas sofridas terras da América Latina. Luta de massas e de idéias, epopéia que levarão adiante nossos povos maltratados e desprezados pelo imperialismo, nossos povos desconhecidos até hoje, que já começam a tirar o sono dele”. (Che).
No nosso continente milhares de psicólogas e psicólogos enraizando seu labor profissional em sua realidade nacional e continental, posicionando-se junto aos mais claros ideais humanistas de liberdade, independência, justiça e igualdade, redimensionam as práticas profissionais e científicas da psicologia para sua missão transcendental: “A única finalidade da ciência está em aliviar a miséria da existência humana” (Bertold Brecht).
Lutar pelo bem-estar e a felicidade de nossos povos nos define.
“O momento de sua reivindicação, o momento em que ela mesma foi escolhida, vem sendo marcado com precisão, também de um extremo a outro do Continente. Agora esta massa anônima, esta América colorida, sombria, taciturna, que canta em todo o Continente com uma mesma tristeza e decepção, agora esta massa é a que começa a entrar definitivamente em sua própria história, começa a escrever com seu sangue, começa sofrer e morrer, porque agora pelos campos e as montanhas da América, pelas saias de suas cordilheiras, por suas planícies e suas selvas, entre a solidão ou o tráfego das cidades, nas costas dos grandes oceanos e rios começa a estremecer este mundo cheio de corações com os punhos quentes de desejos de morrer pelo seu, de conquistar seus direitos quase quinhentos anos ludibriados por uns e por outros. Agora, a história terá que contar com os pobres da América, com os explorados e vilipendiados, que decidiram começar a escrever eles mesmos, para sempre, sua história”. (Che).
A unidade da Psicologia latino-americana reside em sua intencionalidade, no sentido de sua existência. Esse é o chamado de ULAPSI. O núcleo epistemológico da psicologia é o sentido real de suas práticas. A unidade da psicologia latino-americana (emergente, sobrevivente, criativa) quer ser, será /é uma unidade intencional. Unidade no fazer intencional. Se nos colocamos a pensar juntos em que iremos fazer em nosso continente, se o fizermos juntos, teremos uma Psicologia latino-americana.
“Já sãos vistos pelos caminhos um dia e outro a pé, em marchas sem termo de centos de quilômetros, para chegar até os "olimpos" governantes a receber seus direitos. Já são vistos, armados com pedras, com paus, com machados, de um lado e de outro, a cada dia, ocupando as terras, fincando seus garfos nas terras que lhes pertencem e defendendo-as com suas vidas, se lhes vê levando seus cartazes, suas bandeiras, suas consignas, fazendo-as correr no vento por entre as montanhas ou ao longo dos planos. E essa onda de estremecido rancor, de justiça reclamada, de direito pisoteado, que começa a levantar por entre as terras da América latina, essa onda já não pára mais. Essa onda irá crescendo a cada dia que passe. Porque essa onda a formam os mais, os majoritários em todos os aspectos, os quais acumulam com trabalho as riquezas, criam os valores, fazem andar as rodas da história e que agora despertam do longo sono bestificante a que os submeteram”. (Che).
Estamos na procura de uma descentralização do pensamento psicológico que anule a dicotomia essencial entre o real e o imaginário e deslocamento das fronteiras de cada um dentro de um universo único: o espaço da realidade, de nossa realidade. O século XXI; um século de mudança é o tempo para traçar, para caminhar –nos âmbitos psicológicos, particularmente- por outra história. A história do Encontro do sentido humano; do re-Encontro consigo e com o outro. Que seja a América Latina, sejamos os psicólogos latino-americanos, quem façamos “nossa psicologia” fazendo “nossa América”.
“Porque esta grande humanidade disse "Basta!" e pôs para andar. E sua marcha de gigante, já não se deterá até que se conquiste a verdadeira independência”. (Che).
Não haverá senão em toda sua pluralidade, diversidade uma Psicologia latino-americana: uma Psicologia com todos e para o bem de todos.
Prof. Manuel Calviño (Cuba)
Lic. Mario J. Molina (Argentina)
Veja o filme:
8 DE OUTUBRO, DIA DA PSICOLOGIA LATINOAMERICANA
Debate on-line:
"Desafios da produção social dos sujeitos democráticos"
Assista ao Debate
DIREITOS HUMANOS E OCENÁRIO LATINOAMERICANO
MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SILVA
Imagens cedidas pela ABEP, entidade filiada a ULAPSI.
Gravação realizada em agosto de 2009, no VII Encontro Nacional da ABEP.
COMPROMISSO SOCIAL DA PSICOLOGIA E A REALIDADE DA AMÉRICA LATINA
Odair Furtado.
Imagens cedidas pela ABEP, entidade filiada a ULAPSI.
Gravação realizada em agosto de 2009, no VII Encontro Nacional da ABEP.
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